Desabafo – Montanha russa emocional!

Os últimos 5 anos minha vida tem se resumido à uma verdadeira montanha russa emocional. Tudo por conta de um relacionamento que eu até agora não consegui me desvencilhar, por mais que tente. Foram ao todo, incluindo idas e vindas, mais de 15 anos de convivência. Pode ser irracional e imaturo o que sinto, tenho consciência disso, mas não consigo me livrar desse sentimento que vira e mexe volta a me assombrar.

Me lembro de todas as coisas boas que aconteceram e fico com um sentimento horrível de culpa e, além disso, me assombra o medo de ficar só pelo resto da vida. Sei que não tenho 100 anos, mas também não tenho mais 20 aninhos, quando tudo se resolvia com uma boa noitada. Aliás, quando tinha essa idade prometi a mim mesmo que não choraria ou sofreria por ninguém. Quanta inocência.

Não tive muitos relacionamentos e os poucos que tive duraram mais do que normalmente duram os relacionamentos gays. Sem querer desprezar ninguém que conheci, mas relacionamento mesmo, daqueles que você tem certeza, eu conto nos dedos de uma mão. Foram apenas dois. O primeiro deles durou 3 anos o segundo e último durou 15. Entre um e outro um hiato de 3 anos.

Para ajudar, ou atrapalhar ainda mais, todos os amigos que fiz, durante o tempo em que estivemos juntos, estão lá, literalmente, ao lado dele. Além de não terem muito contato comigo, admito que por culpa minha, moram todos do outro lado da cidade. Próximos de onde morávamos ou próximos da casa do irmão dele.

Tenho feito um esforço para conhecer novas pessoas e fazer novos amigos e esquecer o que passou, seguir em frente, mas as vezes parece ser tudo em vão. Sou um cara criativo, que tem vontade de fazer e acontecer, mas essa confusão de sentimentos me suga toda a energia não restando quase nada para outras atividades. Tenho procurado ajuda para sair dessa situação, mas as vezes parece que não tem jeito e volta e meia me encontro no mesmo ponto, de onde parece que nunca sai: Enfrentando o luto pelo fim de um relacionamento que parecia, na minha cabeça, que duraria a vida inteira.

Escrever sobre isso foi a forma que encontrei para tentar aliviar essa dor que hoje, novamente, tomou conta do meu peito. É sentimento, mas doí feito ferida aberta no peito, que remédio nenhum, álcool ou droga, faz passar.

Regis Araujo

Amante de todo tipo de tecnologia, programador autodidata, Regis Araújo possui uma mente inquieta, território onde brotam ideias quase sem parar. Tem uma avidez por histórias de vida e pela escrita; e tanto melhor se as duas vierem juntas.

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