O Ciclo da Autossabotagem – Sobre Preguiça, Procrastinação e Autossabotagem #5

Depois de algum tempo me sabotando consegui voltar a minha rotina de treino e escrita. É de enlouquecer esse negócio de autossabotagem, pois a gente não percebe o que está acontecendo até que, em alguns casos, seja tarde demais.

Terminei de ler o livro O Ciclo da Autossabotagem e, para o bem ou para o mal, encontrei nele, senão as respostas, pelo menos as pistas para chegar a elas e como me proteger do Reginaldinho furioso, magoado, triste e destruidor que mora dentro de mim.

O livro mostra, com exemplos bem detalhados, algumas formas de como diagnosticar a autossabotagem e identificar suas raízes, segundo o autor que é psicólogo e alguns outros livros e estudos que já li, na infância. Faz todo sentido.

A resposta para o presente está no passado

Minha infância não foi a pior de todas, pois tínhamos casa, comida, roupa lavada, podíamos brincar na rua e estudávamos numa boa escola pública, na época era a melhor da região, mas para conseguir nos proporcionar estes confortos meus pais tiveram que trabalhar bastante. Minha mãe como diarista e meu pai como metalúrgico.

Minha mãe ainda cumpria, literalmente, uma dupla jornada, pois, assim como muitas outras mulheres até hoje fazem, além de trabalhar ela cuidava da casa e da gente. Ela chegava do trabalho, arrumava a casa, lavava roupas, fazia a janta e depois verificava como tinha sido nosso dia na escola e se havíamos feito a lição de casa.

Muitas vezes brincávamos tanto que esqueciamos da lição, então a hora da novela era um tormento, pois era quando ela nos obrigava a fazer o dever da escola. Não que ela acompanhasse alguma delas (em algumas épocas não tínhamos nem tv), más era a hora aproximada em que ela terminava de fazer as outras tarefas.

Toda esta rotina extenuante não permitia que eles pudessem nos dar muito carinho e atenção, tivemos momentos de muita alegria, mas que eram intercalados com muitos outros de muita carência e necessidade. Fora isso, apesar de crianças, víamos o sofrimento da minha mãe, com os sumiços e traições do meu pai, além das agressões físicas que ela sofria.

Situações traumáticas e privações que, de acordo com os autores, estudantes, especialistas e psicólogos afirmam, atraves dados e observações empíricas, serem os possíveis motivos para o comportamento autossabotador na idade adulta. Nenhum deles fornece a solução, apenas o diagnóstico e os possíveis caminhos para seu tratamento, mas já é um alento para quem passou quase a vida toda sem entender que se autossabotava e os motivos desse comportamento.

Regis Araujo

Amante de todo tipo de tecnologia, programador autodidata, Regis Araújo possui uma mente inquieta, território onde brotam ideias quase sem parar. Tem uma avidez por histórias de vida e pela escrita; e tanto melhor se as duas vierem juntas.

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